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O mundo corporativo está mudando em uma velocidade sem precedentes. Ferramentas como a automação, a Inteligência Artificial e a digitalização redefiniram o papel das lideranças. No entanto, é fato que o elemento humano nunca foi tão essencial.
Nesse cenário, compreender as tendências de liderança e as novas dinâmicas da gestão de pessoas é fundamental para construir organizações mais humanas, sustentáveis e preparadas para o futuro.
Segundo um relatório da Gartner, o futuro da liderança será moldado pela combinação do talento humano e o uso da IA para revolucionar o setor de Recursos Humanos, trazendo empatia e propósito para saber como liderar da melhor forma possível.
Além disso, a busca do equilíbrio entre performance e bem-estar, a valorização da cultura organizacional e a adoção de modelos de liderança human-centric, também se destacam como pilares estratégicos para empresas competitivas.
E o que muda na forma de liderar, gerir e inspirar equipes em 2026? Quais serão as competências indispensáveis para navegar nesse cenário híbrido entre pessoas e inteligências artificiais? Como conciliar a gestão de pessoas com tantas mudanças de trabalho?
Continue a leitura deste artigo para entender e se preparar para as tendências em liderança do próximo ano e seu impacto para o futuro das empresas!
Para entendermos melhor o que o futuro espera das lideranças, é interessante observar os principais desafios vivenciados pelas gestões no último ano. Confira alguns destaques a seguir.
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Diante dessas questões, é preciso se adaptar para o que vem e melhorar o que foi implementado para uma liderança em 2026 que seja efetiva em suas ações, unindo hard e soft skills e que esteja aberta a uma melhoria contínua para o crescimento de todas as pessoas colaboradoras.
Veja as principais tendências para liderança e gestão de pessoas em 2026 abaixo.
A liderança human-centric é uma das transformações mais importantes dos últimos anos, e pode ser encarada como uma evolução do modelo tradicional de gestão baseado em hierarquia e controle.
Essa liderança humanizada prioriza o desenvolvimento e as necessidades das pessoas colaboradoras, valorizando a escuta ativa, a empatia e a inclusão. Esse estilo de gestão parte da ideia de que o ser humano não é apenas um recurso, mas o motor da inovação e da cultura organizacional.
Em 2026, as lideranças bem-sucedidas serão aquelas que entendem as emoções, os limites e as motivações das pessoas e saberão como alinhar esses aspectos às metas organizacionais.
Segundo o artigo do Harvard Business Impact, para implementar uma liderança human-centric com sucesso, é importante que a gestão tenha autoconhecimento e inteligência emocional. Dessa forma, é possível estar em sintonia com suas emoções e tomar decisões conscientes, com habilidade para lidar com situações complexas com clareza e integridade.
A cultura organizacional é o alicerce que sustenta o comportamento e as decisões dentro da empresa. No futuro da liderança, ela será ainda mais estratégica, funcionando como um norteador para a tomada de decisão e como principal elemento na atração de talentos.
Segundo o relatório “State of the Global Workplace”, da Gallup, o engajamento global das pessoas funcionárias chegou a 21%, representando uma queda de cerca de US$ 438 bilhões em perda de produtividade. Esse resultado é extremamente afetado pela cultura da empresa, mas ações de lideranças podem melhorar esse cenário.
Dessa forma, elas precisam atuar como multiplicadoras dessa cultura, ao promover valores como transparência, confiança e diversidade. A tendência é que, até 2026, a cultura se torne mais fluida e adaptável, e integre o propósito organizacional à experiência das pessoas colaboradoras e clientes.
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Outra tendência marcante é a ascensão da liderança de não-humanos, ou seja, a integração entre líderes humanos(as) e sistemas inteligentes capazes de apoiar a tomada de decisão.
Ferramentas de IA e análise de dados estão sendo usadas para mapear perfis de comportamento, prever riscos de rotatividade e até recomendar trilhas de desenvolvimento personalizadas.
Porém, é importante deixar claro que isso não significa que as lideranças serão substituídas por algoritmos, pelo contrário, a tecnologia será uma aliada para liberar tempo e permitir que a gestão foque no que mais importa: liderar pessoas com empatia, estratégia e propósito.
Segundo a previsão da Gartner, até 2027, 75% dos processos de contratação passarão a incluir certificação e testes focados na familiarização da pessoa candidata aos recursos da Inteligência Artificial.
A chegada da liderança de não-humanos representa uma das fronteiras mais inovadoras das tendências em liderança. Sistemas baseados em IA já começam a atuar em funções de gestão, desde a recomendação de promoções até a organização de tarefas e metas.
Embora pareça futurista, essa realidade traz discussões éticas e práticas sobre até onde a tecnologia deve ir na gestão de pessoas. A função humana, nesse contexto, passa a mediar e direcionar o uso da IA para o bem coletivo, mantendo a empatia e a justiça nas decisões.
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No relatório “O Cenário do RH no Brasil”, de 2024, desenvolvido pela ABRH Brasil e Umanni, o modelo híbrido é adotado por cerca de 46% das empresas entrevistadas e tem se destacado como um fator estratégico para a qualidade de vida e retenção de talentos.
Nesse cenário, a liderança em gestão exige novas competências, como a habilidade de criar conexão e engajamento à distância, e saber como liderar equipes distribuídas em um regime de trabalho que exige empatia digital, domínio de ferramentas colaborativas e uma comunicação clara e constante.
Outro detalhe é que o contexto multicultural, intensificado pelo trabalho remoto, reforça a importância da inteligência cultural e da diversidade.
Lideranças que desenvolvem essas habilidades conseguem alinhar pessoas com diferentes origens e perspectivas em torno de um mesmo propósito, fortalecendo a cultura organizacional e o senso de pertencimento.
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Conforme a Development Dimensions International, em 2025 houve uma crise de credibilidade da gestão, em que somente 29% das pessoas entrevistadas tinham confiança em sua liderança.
Essa crescente pode ter diferentes origens, mas é fato que uma liderança qualificada consegue demonstrar confiança na sua equipe, estabelecendo mais segurança e aproximando as pessoas por meio de ações concretas de trocas e contribuições de todos os lados.
Nesse caso, é possível investir em uma série de conhecimentos e no desenvolvimento profissional das lideranças, por meio de cursos, workshops, trilhas de conhecimento completas, entre outras estratégias.
De acordo com a Pesquisa Educação Tech & Inovação nas Empresas 2025/26, desenvolvida pela Alura + FIAP Para Empresas, 62% dos respondentes apontaram os programas de desenvolvimento de lideranças como uma das iniciativas mais adotadas nas empresas, sendo uma ferramenta essencial para fortalecimento da cultura e criação de líderes ainda mais capacitados.
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Foi possível notar, que o futuro da liderança será menos hierárquico e mais colaborativo em todas as áreas entre gestão e liderança. A hierarquia de liderança tradicional está sendo substituída por estruturas mais horizontais, nas quais o poder é distribuído e as decisões são tomadas em conjunto.
Modelos de liderança compartilhada ou liderança colaborativa permitem que diferentes profissionais assumam protagonismo conforme suas competências e o contexto da tarefa, o que aumenta a agilidade, melhora a inovação e cria um ambiente de corresponsabilidade, além de uma liderança descentralizada.
Outro destaque é o papel ainda mais estratégico exercido pela liderança, principalmente quando se trata da capacitação das pessoas lideradas. Um dos insights da Pesquisa Educação Tech & Inovação nas Empresas 2025/26 é que 29% dessas lideranças são as responsáveis por observar a efetividade das ações de treinamento nas organizações. Ou seja, eles também devem possuir um olhar voltado aos times, aliando a aplicação prática da teoria aprendida nos treinamentos.
Capacitar as pessoas líderes é algo visto como extremamente estratégico para as organizações. Dentre os temas de maior relevância para o aumento da eficiência operacional, o desenvolvimento de lideranças surge como o segundo tema mais relevante, ficando atrás somente de inteligência artificial.
Dessa forma, o futuro da liderança será moldado pela união entre uma série de fatores, como:
Por fim, mais do que nunca, o papel da liderança em 2026 será o de inspirar pessoas a crescerem juntas, construindo culturas organizacionais que valorizam o aprendizado, a inovação e a confiança.
Para preparar as lideranças e as pessoas da sua equipe para o que vem por aí, invista em programas de capacitação completos, como o da Alura + FIAP Para Empresas.
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