
A Alura Para Empresas é a organização que engloba as soluções corporativas da Alura — a maior escola online de tecnologia do Brasil, voltadas a empresas, órgãos governamentais e instituições educacionais.

A velocidade das transformações tecnológicas têm redefinido não apenas carreiras, mas modelos de negócio inteiros. Para as empresas, acompanhar esse ritmo deixou de ser uma opção e tornou-se uma necessidade estratégica.
Nesse contexto, a nova edição da “Pesquisa Educação Tech & Inovação nas Empresas 2025/26” traz um panorama sobre como o mercado brasileiro está se adaptando a esse cenário.
Com a participação de 131 lideranças e especialistas de RH e Tecnologia, o estudo mapeia como os investimentos em educação em tecnologia estão impactando diretamente a inovação nas empresas e a eficiência operacional.
Mais do que números, os dados revelam uma mudança de mentalidade: a capacitação deixou de ser uma iniciativa pontual para se tornar um pilar de sustentação para a cultura organizacional e a transformação digital.
Neste artigo, reunimos os principais insights desse levantamento para te ajudar a compreender as tendências do uso de novas tecnologias e a traçar estratégias assertivas de desenvolvimento de pessoas na sua organização. Acompanhe!
Para entender como as organizações brasileiras estão conectando o aprendizado técnico aos resultados de negócio, entrevistamos 131 lideranças e especialistas de RH e Tecnologia para conhecer as suas estratégias.
Abaixo, selecionamos os pontos principais desse estudo que toda gestão de empresa precisa saber.
Um dos primeiros pontos que a pesquisa de tecnologia e educação esclarece é que o desenvolvimento de times tech não é exclusividade de grandes corporações com grandes orçamentos.
O estudo demonstra uma democratização do acesso ao conhecimento: cerca de 55% das empresas entrevistadas investem anualmente entre R$ 500 e R$ 4 mil por pessoa colaboradora.
Esse dado comprova que é possível criar programas de desenvolvimento de pessoas com orçamentos realistas, desde que o uso dos recursos seja estratégico. E é exatamente nisso que observamos uma mudança de comportamento significativa.
Houve uma evolução clara na forma como as empresas estruturam suas estratégias de treinamento. Se antes a compra de cursos pontuais dominava, hoje o cenário é de parcerias de longo prazo.
A iniciativa mais adotada, citada por 66,4% das pessoas, é o acesso a uma parceria de educação que ofereça trilhas de estudo completas, como o ecossistema Alura + FIAP Para Empresas. Comparado à edição anterior da pesquisa feita em 2023, o papel dessa parceria no nivelamento e aceleração dos times cresceu aproximadamente 21%.
Isso mostra que a inovação empresarial depende de continuidade. As empresas perceberam que ações esporádicas, os famosos “apagadores de incêndio”, não constroem a base de conhecimento necessária para sustentar a transformação digital.
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Apesar do aumento nos investimentos e da busca por parcerias, a pesquisa aponta que a área de Treinamento e Desenvolvimento ainda enfrenta desafios para assumir um protagonismo.
Ao analisar o nível de maturidade da estratégia de educação corporativa, os dados revelam um cenário em transição:
A partir dessas informações, para promover a inovação nas empresas, o RH e as lideranças de tecnologia precisam estreitar laços. O estudo reforça que a evolução dessa maturidade depende de conectar as estratégias de treinamento às dores reais de uma empresa, transformando a educação em uma alavanca de performance.
Um dos movimentos mais fortes identificados na nossa pesquisa de educação e tech é a quebra dos silos de conhecimento. Antigamente, o treinamento técnico ficava restrito ao departamento de TI, mas a transformação digital exige que toda a empresa saiba de tecnologia.
O estudo aponta que, para 47% das pessoas respondentes, todas as pessoas da equipe, independentemente da área, receberam incentivos da empresa para capacitação em tecnologia.
Esse dado comprova que o desenvolvimento em tecnologia está se tornando uma competência transversal, fundamental para organizações que buscam inovar com autonomia em todos os níveis hierárquicos.
No entanto, tirar esses projetos do papel não é uma tarefa simples. A pesquisa mapeou que, mesmo com os incentivos, o maior desafio é o engajamento nos treinamentos promovidos, citado por 50,38% das pessoas. Fazer com que o colaborador ou a colaboradora priorize o estudo em meio à rotina de trabalho continua sendo uma barreira.
Em seguida, a pesquisa apontou outros obstáculos:
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Ao democratizar o conhecimento técnico, as empresas promovem as competências híbridas. Neste contexto, o termo não se refere ao modelo de trabalho (presencial ou remoto), mas sim à fusão de habilidades: perfil profissional que une expertise de negócio com o uso de ferramentas digitais.
Isso permite que pessoas de diversas áreas dominem a tecnologia para alavancar seus resultados. O uso da Inteligência Artificial por toda empresa, por exemplo, já deixou de ser exclusivo da TI e foi incorporado à rotina de outros setores.
Segundo a nossa pesquisa de inovação, além da área de Tecnologia, os setores que mais utilizam IA em suas rotinas são:
A personalização da aprendizagem surgiu como um fator de sucesso na “Pesquisa Educação Tech & Inovação nas Empresas 2025/26”.
Quando questionadas sobre a importância de personalizar as jornadas, mais de 80% das pessoas respondentes atribuíram notas altas (entre 8 e 10). Isso mostra que as empresas estão buscando fugir do modelo “tamanho único”.
Dessa forma, a estratégia agora foca em respeitar o momento de carreira e as necessidades específicas de cada membro do time para garantir a absorção do conhecimento de todas as pessoas.
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Em relação aos formatos de cursos e treinamentos, a flexibilidade é a palavra de destaque. O modelo híbrido (que une o presencial e o online) segue como o preferido, sendo citado por 32% das pessoas entrevistadas como o que mais gera engajamento e resultados.
Além dele, a junção de formatos online (síncrono e assíncrono) também tem destaque, com 27% da preferência. Esses dados reforçam que a eficácia da educação em tecnologia está diretamente relacionada à capacidade da empresa de oferecer experiências de aprendizado dinâmicas e adaptáveis à rotina das pessoas
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Quando o assunto é transformação digital, a pesquisa trouxe um insight curioso: as empresas estão mais críticas em relação à própria evolução.
Houve uma queda na percepção de maturidade digital avançada. Na edição anterior do estudo (2023), 16,5% das pessoas entrevistadas consideravam suas empresas avançadas; na edição atual, esse número caiu para 13%. Além disso, 87% reconhecem que suas organizações ainda possuem aspectos que precisam evoluir no digital.
Porém, isso não significa que as empresas “pioraram”, mas sim que a barra de excelência subiu. À medida que novas tecnologias surgem, as organizações perceberam que ter ferramentas digitais não é o mesmo que ter uma cultura digital.
Na transformação digital, a Inteligência Artificial ocupa um lugar de destaque, mas sua adoção plena ainda é um terreno a ser conquistado.
Nossa pesquisa revelou que 67% das pessoas profissionais afirmam que não utilizam IA em sua rotina ou consideram que a empresa está em uma etapa inicial/básica de adoção. Somente 7% declararam estar em um nível avançado, onde todos os setores utilizam a tecnologia.
Entretanto, existe um consenso sobre o potencial dessas tecnologias emergentes: para as pessoas participantes, o impacto da IA na performance e produtividade dos times, em uma escala de 0 a 10, recebeu a nota média de 9,2. Mais de 81% acreditam fortemente nesse impacto positivo.
Esse otimismo reflete na própria educação corporativa. A IA não está apenas mudando a operação, mas também a forma de ensinar: cerca de 55% das empresas já utilizam recursos de IA para potencializar o aprendizado nos treinamentos. Por outro lado, há um grande espaço de oportunidade, já que 41% ainda não utilizam, mas possuem interesse em implementar a tecnologia para auxiliar os times.
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A tecnologia é o meio, mas as pessoas são o fim. O estudo deixa claro que a educação tech é uma ferramenta para fortalecer a cultura organizacional. Quando questionadas sobre como a capacitação apoia a cultura, as pessoas destacaram alguns pontos, conforme abaixo.
Não por acaso, os programas de desenvolvimento de lideranças são a ação mais adotada para esse público (61,83%). Isso significa que preparar líderes é o primeiro passo para garantir o engajamento dos times.
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Os dados da “Pesquisa Educação Tech & Inovação nas Empresas 2025/26”, da Alura + FIAP Para Empresas, mostram um mercado em movimento. Se por um lado há desafios claros de orçamento e engajamento, por outro, há uma certeza: empresas que investem em competências híbridas e na democratização do conhecimento tech estão construindo alicerces para o futuro.
Isso mostra que a educação corporativa deixou de ser um bônus para se tornar um dos principais pontos da estratégia operacional. E entender esses números é fundamental para quem deseja liderar a transformação no seu setor.
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