
A Alura Para Empresas é a organização que engloba as soluções corporativas da Alura — a maior escola online de tecnologia do Brasil, voltadas a empresas, órgãos governamentais e instituições educacionais.
O termo metodologias ágeis se popularizou entre as organizações nos anos 90, embora cadeias de produção já fossem repensadas desde muito antes. O marco formal do movimento foi a publicação do Manifesto Ágil, em 2001, quando 17 pessoas desenvolvedoras definiram os valores e os princípios que guiariam uma nova forma de trabalhar.
Desde então, o conceito não parou de evoluir. Se antes as metodologias ágeis eram quase exclusivas dos times de tecnologia, hoje elas se expandiram para áreas como marketing, RH, finanças e operações. E com a chegada da Inteligência Artificial ao ambiente corporativo, estamos diante de uma nova transformação.
O ”18th State of Agile Report”, publicado em 2025, aponta que estamos entrando na chamada “Quarta Onda” do desenvolvimento de software — a era da IA agêntica —, que está redesenhando a forma como times ágeis planejam, executam e entregam valor.
Ainda assim, a adoção não é isenta de desafios. Os principais obstáculos que as organizações enfrentam ao implementar metodologias ágeis seguem sendo culturais e estruturais. Para entender mais sobre esse tema, continue a leitura do artigo!

As metodologias ágeis são técnicas de aceleração de entregas de projetos. Elas auxiliam na gestão e organização de demandas com base em cronogramas, na fácil visualização de etapas e na divisão de tarefas entre as pessoas do time.
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As metodologias ágeis, na prática, se diferenciam do método tradicional pela forma como o trabalho é organizado e entregue. Em vez de seguir um plano linear do início ao fim, times ágeis trabalham em ciclos curtos e iterativos, entregando partes funcionais do projeto ao longo do caminho.
Isso permite ajustes rápidos, redução de riscos e manter o foco constante na geração de valor.
Outro elemento central é a colaboração entre as pessoas do time com a liderança, e com quem vai usar o produto ou serviço entregue. Essa proximidade substitui longas etapas de planejamento por um processo contínuo de aprendizado e adaptação.
Atualmente, existem inúmeras metodologias ágeis com diferentes abordagens, a fim de atender às mais diversas demandas e tipos de projetos. É claro que umas são mais conhecidas e utilizadas do que outras. Confira alguns exemplos:
Vale ressaltar que essas metodologias não são excludentes. Como veremos adiante, a tendência atual aponta justamente para modelos híbridos — combinações personalizadas que se adaptam à cultura e às necessidades de cada organização.
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Apesar das diferenças entre os tipos de metodologias ágeis, elas compartilham um conjunto de características em comum. Entender esses princípios é fundamental para compreender o conceito além das ferramentas e rituais:
Como vimos, o Manifesto Ágil, publicado em 2001, é o documento fundador do movimento. Ele define quatro valores centrais que orientam não apenas as metodologias, mas a mentalidade ágil como um todo:
Times ágeis colocam a colaboração no centro. Processos e ferramentas de metodologias ágeis são importantes, mas não substituem a capacidade de comunicação, escuta ativa e adaptação das pessoas envolvidas no projeto.
O foco está na entrega de valor real, por exemplo, em um produto funcionando e não em documentações extensas que muitas vezes ficam desatualizadas antes mesmo de serem lidas. Isso não significa abrir mão da documentação, mas sim priorizá-la com inteligência.
Equipes ágeis envolvem cada cliente ao longo de todo o processo. Essa proximidade permite ajustes rápidos e entregas mais alinhadas com as necessidades reais do projeto.
No contexto ágil, um plano é um ponto de partida e não um contrato imutável. A capacidade de se adaptar rapidamente é tratada como vantagem competitiva.
Os valores descritos não descartam o lado direito da equação: processos, documentação, contratos e planos têm seu papel. O Manifesto Ágil, na verdade, reconhece isso explicitamente: o ponto é sobre onde está o foco e o que é priorizado quando há conflito entre os dois lados.
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Com tantas opções de metodologias ágeis, kanban e scrum são alguns exemplos. Mas, quais são realmente adotadas no dia a dia das empresas? Confira abaixo os seis métodos mais usados:
O Scrum é um dos frameworks mais utilizados globalmente. O objetivo desta metodologia ágil, a princípio, era atender às demandas de empresas de software. Assim, oferecia por uma entrega fracionada de um projeto, por meio de sprints, planning, daily, reviews e retrospectivas.
Para as empresas que usam metodologias ágeis, o Kanban se destaca pela flexibilidade, pois não possui ciclos fixos e papéis obrigatórios — o que o torna especialmente adequado para times de suporte, operações e projetos com demandas imprevisíveis.
O Scrumban é uma metodologia ágil híbrida, a qual mescla princípios do Scrum e do Kanban. Nesse caso, a etapa de planejamento não é única como no Scrum, mas contínua como no Kaban.
Aliam-se a prescrição do Scrum à gestão de processos e melhoria contínua do Kanban. Portanto, são mantidos os conceitos de sprint, planning, daily, review, ainda que com certa adaptação, em conjunto aos quadros e cartões do Kanban.
Para grandes organizações com múltiplos times e produtos, o SAFe consolidou-se como a principal abordagem para escalar a agilidade ao nível empresarial. Segundo o “18th State of Agile Report”, 44% das organizações já adotam o SAFe como framework de escalonamento — o índice mais alto entre os modelos formais pesquisados.
Ainda em crescimento, o Shape Up, desenvolvido pela Basecamp, surge como alternativa para times que buscam menos cerimônias e mais autonomia. Ele trabalha com ciclos de seis semanas, apostas deliberadas de escopo e sem backlog infinito. É uma escolha crescente entre times que se sentem sufocados pela rigidez do Scrum tradicional.
O pensamento lean se baseia em alguns fatores, conforme também trazido em texto de Mark Edmead:
Jez Humble, Joenne Molesky e Barry O’Reilly explicam em seu livro “Lean Enterprise”:
“O valor a longo prazo de uma empresa não é capturado pelo valor de seus produtos e propriedade intelectual, mas sim por sua capacidade de aumentar continuamente o valor que ele fornece aos clientes — e para atrair novos(as) clientes — por meio da inovação.” (tradução livre)
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Se o primeiro olhar sobre as metodologias ágeis já aponta ganhos em agilidade e produtividade, uma análise mais aprofundada revela impactos que vão muito além da velocidade de entrega.
Os principais benefícios percebidos pelas empresas que usam metodologias ágeis são:
Conseguimos concluir que, em um cenário em que vemos tantas equipes desfeitas pela alta rotatividade, as metodologias ágeis podem ser adotadas como aliadas para melhorar os processos internos da organização e aumentar a satisfação do time de profissionais.
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Após mais de vinte anos da criação do Manifesto Ágil redefinir a forma de desenvolver softwares, estamos diante de uma nova virada. O “18th State of Agile Report” batizou esse momento como a “Quarta Onda”: a era da IA agêntica, em que sistemas inteligentes deixam de ser ferramentas de apoio e passam a ser participantes do trabalho diário.
Segundo o relatório, uma em cada quatro organizações já está experimentando a IA agêntica — sistemas que tomam decisões de forma autônoma sobre execução de fluxos de trabalho, detecção de riscos e planejamento.
Na prática, a IA já está presente em diferentes etapas do ciclo ágil, como:
Entretanto, o relatório traz um alerta importante: a adoção da Inteligência Artificial está avançando mais rápido do que a governança. Apenas 49% das organizações têm diretrizes claras sobre o uso de IA, mesmo entre aquelas que já implementam a tecnologia ativamente.
O ponto central é que a IA não substitui os princípios ágeis; ela os amplifica. Times que combinam uma cultura ágil com ferramentas de IA bem governadas estão na melhor posição para entregar valor com velocidade e consistência.
E, para isso, mais do que adotar as ferramentas de metodologias ágeis certas, é preciso que as pessoas colaboradoras tenham as habilidades necessárias para usá-las — o que reforça, uma vez mais, a importância do aprendizado contínuo nas empresas.
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Adotar metodologias ágeis não exige uma transformação radical imediata. O caminho mais eficiente para a escalabilidade é o modelo de projeto-piloto: defina um escopo controlado, pode ser em um setor pequeno, por exemplo, e teste o framework que melhor se adapta à cultura e ao fluxo da sua operação.
Para que essa transição gere resultados mensuráveis, é fundamental focar no diagnóstico de fluxo, identificando onde estão os gargalos reais antes mesmo de escolher qual metodologia ágil será adotada.
Além disso, a participação da liderança é o que garante que a agilidade não fique restrita a desafios técnicos, mas conectada às metas estratégicas da empresa. Essa visão deve ser sustentada por uma cultura de indicadores, monitorando dados de produtividade e qualidade que validem o investimento.
Porém, a agilidade perde o valor quando aplicada sem repertório, pois se torna apenas uma “burocracia com novo nome”. Para evitar esse risco e garantir que seus times dominem as habilidades necessárias para adotar metodologias práticas, a Alura Para Empresas oferece trilhas de aprendizado personalizadas sobre negócios, liderança e habilidades técnicas e comportamentais.
Ao unir método e formação estratégica, sua organização acelera a curva de aprendizado e transforma a agilidade em uma vantagem competitiva sustentável. Fale com a nossa equipe para conhecer as soluções da Alura Para Empresas e escalar a agilidade no seu time!
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